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O “Sobrevivente” esquecido do Titanic

Artigo de Rainn Wilson, publicado no Huffington Post.

Como nos tem sido lembrado inúmeras vezes ao longo das últimas semanas, há cem anos atrás, o "inafundável" Titanic afundou-se no Atlântico Norte, levando consigo mais de 1500 vidas. A tragédia tem sido usada para relatos romanceados.

De todas as histórias, uma das mais extraordinárias é que de um persa com 68 anos de idade, que, na verdade, não estava a bordo do desafortunado navio, mas deveria estar.

Abbas Effendi - conhecido como 'Abdu'l-Bahá ou "Servo de Deus" - foi saudado pela imprensa, tanto na Europa e os EUA como um filósofo, um apóstolo da paz, e até mesmo o regresso de Cristo. Os seus admiradores americanos tinham-Lhe enviado milhares de dólares para comprar um bilhete no Titanic, e pediu-lhe que viajasse naquela grande opulência. Ele recusou e deu o dinheiro para obras de caridade.

"Fui convidado para viajar no Titanic", disse mais tarde, "mas meu coração não me levou a fazê-lo."

Em vez disso, Abdu'l-Bahá viajou para Nova Iorque no mais modesto SS Cedric. Os principais jornais de Nova York noticiaram a sua chegada em 11 de Abril e sua viagem que se seguiu durante oito meses de costa a costa. Este estrangeiro com turbante e "trajes orientais" era notícia de primeira página.

O New York Times informou que a sua missão era "acabar com preconceitos... preconceitos de nacionalidade, de raça, de religião". O artigo também o citava diretamente: "Chegou o momento para a humanidade para hastear o estandarte da unidade do mundo humano, de modo que as fórmulas dogmáticas e superstições possam acabar."

A imprensa muitas vezes chamava-lhe profeta, especialmente um "profeta persa" (ah, aliteração!). Numa manchete, após a sua palestra na Universidade de Stanford, lia-se: "O Profeta diz que não é profeta." ‘Abdu'l-Bahá era de facto o líder da - então recém-nascida - Fé Bahá'í, embora ele sempre negasse ser profeta.

Continuar a ler o artigo (em inglês)

 

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