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História da Fé Bahá’í em Portugal

 

A primeira referência à Fé Bahá'í feita em Portugal data de 1878, no Dicionário Popular dirigido por Manoel Pinheiro Chagas e editado pela Tipografia do Diário Ilustrado em Lisboa.

 

Posteriormente, Eça de Queirós, na obra "A Correspondência de Fradique Mendes" refere a Fé Babí (precursora da Fé Bahá'í), afirmando que o protagonista passara um ano e um dia na Pérsia para perceber como é que nasciam as religiões.

 

Os primeiros atos de divulgação da Fé Bahá'í em Portugal tiveram lugar em 1926, com a visita de duas bahá'ís americanas, Martha Root e Florence Schopflocher. Nessa ocasião, estas duas crentes, proferiram conferências no Clube Rotário e ofereceram livros à Biblioteca Nacional e à Universidade Politécnica. Os jornais Diário de Notícias e Diário de Lisboa noticiaram estas atividades e publicaram entrevistas.

Só no final da 2ª Guerra Mundial é que se assistiu a um plano sistemático de divulgação e expansão da Fé Bahá'í em Portugal, com a chegada de pioneiros americanos que se estabeleceram em diversas localidades do nosso país.

 

Como consequência desse plano, em 1949 foi eleita em Lisboa a primeira Assembleia Espiritual Local (organismo que governa os assuntos da Comunidade Bahá'í a nível local). Nos anos seguintes foram eleitas outras Assembleias Locais e, em 1962, foi eleita pela primeira vez a Assembleia Espiritual Nacional dos Bahá'ís de Portugal.

Durante o regime anterior ao 25 de Abril de 1974, os bahá'ís depararam-se com diversos problemas, colocados pelas autoridades portuguesas. Por várias vezes, o Centro Nacional Bahá'í, em Lisboa, foi alvo de rusgas, tendo sido confiscados diversos livros, folhetos e cartazes; em Portugal e nas colónias, alguns crentes foram chamados às instalações da PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) para prestar declarações. 

 

Na Guiné-Bissau, houve um crente que morreu na prisão, depois de ter sido sucessivamente espancado; nesse território houve pioneiros portugueses que foram expulsos por ordem das autoridades coloniais.

 

Após a revolução de 25 de Abril de 1974, desapareceram as restrições e impedimentos às atividades da Comunidade Bahá'í, em Portugal. Em 1975, a Comunidade Bahá'í foi reconhecida como Pessoa Religiosa Coletiva. Em 1999, a Comunidade Bahá'í de Portugal foi autorizada pelo Ministério da Educação a lecionar aulas de Educação Moral e Religiosa nas escolas públicas e, em 2007, o Ministério da Justiça reconheceu os Bahá'ís de Portugal como Comunidade Religiosa Radicada.