© 2019 Comunidade Bahá'í de Portugal 

  • s-facebook

Mário Mota Marques (1942-2009)

Mário Simões da Mota Marques nasceu em Lisboa, em 1942. Desde muito cedo sentiu curiosidade pelo estudo das religiões, e em 1961 entrou em contacto com membros da comunidade Bahá'í, passando a frequentar diversas actividades. De imediato sentiu um enorme fascínio pelos ensinamentos de Baha'u'llah e pouco tempo depois aceita a nova religião.

Nesse mesmo ano, muda-se com os seus pais para Quelimane (Moçambique). Naquela cidade, não escondia as suas convicções religiosas, facto que não passou despercebido às autoridades coloniais que passaram a vigiá-lo. Apesar das limitações importas às usas actividades, teve a oportunidade de conhecer Bahá'ís moçambicanos e colaborar nas suas actividades Passados dois anos, regressou a Portugal, tendo colaborado com as Comunidade Bahá’ís do Estoril e de Lisboa. Entre 1973 e 1975, residiu em Angola, tendo sido um crente activo na Comunidade Bahá’í de Luanda.

Durante mais de 40 anos foi membro da Assembleia Espiritual Nacional dos Baha’is de Portugal (o órgão dirigente da Comunidade Bahá’í de Portugal). Foi também Fideicomissário do Huqúqu'lláh, sendo membro do Conselho de Fideicomissários para o Sul da Europa.

A partir dos anos 1990, dedica-se ao Gabinete de Assuntos Externos da Comunidade Bahá’í. Nessas funções, não hesitou em apresentar opiniões e sugestões aquando da elaboração da Lei de Liberdade Religiosa. Foi persistente nos seus esforços para que a Comunidade Bahá'í 

Um Homem Grande

Com o seu envolvimento em diversos iniciativas de carácter inter-religioso, torna-se um porta-voz da Comunidade Bahá'í, conseguindo a amizade e o respeito de membros de todas as confissões religiosas. Na Comunicação Social portuguesa também se notaram os frutos do seu trabalho. Ao longo dos último anos, foi sendo cada vez mais usual ver publicados na imprensa artigos sobre a Comunidade Baha’i e as perseguições aos Bahá’ís do Irão.

Muitas das iniciativas do Estado Português relativamente às perseguições aos Bahá’ís do Irão podem ser atribuídos à sua dedicação em empenho. Nas últimas semanas, e já fisicamente debilitado, compareceu na cerimónia de assinatura de um protocolo entre a RTP e as Confissões Religiosas para criação de um tempo de emissão na Antena 1. 

conseguisse o estatuto de Comunidade Religiosa Radicada. Foi secretário da Comissão de Tempos de Emissão das Confissões Religiosas, encorajando todas as Confissões a aproveitarem o espaço que lhes era concedido nos canais públicos de TV.

Faleceu a 15 de Outubro de 2009, vítima de doença prolongada.