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Idade do armário, não, idade da TRANSFORMAÇÃO

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Durante 5 dias, no passado mês de Julho, cerca de 35 jovens dos 11 aos 15 anos, de todo o país, estiveram reunidos em Monchique, no Algarve, para descobrir e aperfeiçoar as suas capacidades de transformação pessoal e de serviço à humanidade. Pelo caminho, fizeram-se artes, jogos, desporto e muitas novas amizades.

 

O lema do acampamento foi “Heroísmo”, e a iniciativa surgiu como um reflexo do foco continuado da comunidade Bahá’í na faixa etária dos chamados pré-jovens (12-15 anos). Embora muitas vezes considerada uma idade difícil ou de rebeldia, popularmente referida como a “idade do armário”, a comunidade Bahá’í vê nos pré-jovens um reservatório de energia e potencial para a transformação individual e social. Esta idade de rápidas transformações físicas, intelectuais e emocionais, é também um período de maior consciência, de um “agudo sentido de justiça”, de vontade de “aprender sobre o universo e de contribuir para a construção de um mundo melhor”.

 

Assim, há vários anos que a comunidade Bahá’í em todo o mundo trabalha com os jovens destas idades, em pequenos grupos, ao nível de bairros e localidades, chamados “Grupos de Pré-Jovens” onde com a ajuda de um animador (geralmente um jovem um pouco mais velho), aperfeiçoam a sua capacidade de expressão, desenvolvem a sua perceção espiritual e aprendem a identificar e a analisar as forças construtivas e destrutivas da sociedade que os rodeia. O reflexo prático deste trabalho são atos de serviço, gradualmente mais complexos, destinados a canalizar as energias deste período único da vida humana para a ajuda abnegada ao próximo.

 

Alguns dos participantes destes grupos a nível nacional, bem como outros que ainda não conheciam este programa de “empoderamento espiritual dos pré-jovens”, juntaram-se então em Monchique para, com a ajuda dos jovens voluntários que serviram como animadores, explorarem o seu “duplo propósito moral” de transformação pessoal/individual e social/material. Foi-lhes explicado que eles são potenciais super-heróis, pois têm dentro deles, todas as qualidades (de amor, justiça e bondade, entre outras) para o ser. O objectivo do encontro era, juntos identificarem e desenvolverem estes super-poderes, e verem como os podiam aplicar para a melhoria do mundo. 

 

Para além do estudo e do debate sobre conceitos tão profundos como a excelência, a perseverança ou o contentamento, o programa incluiu workshops de percussão, tingimento de t-shirts e até “slime”. Houve jogos, música, ginástica matinal, meditação, caminhadas pela serra e uma tarde de piscina para refrescar. E ainda, oportunidades para pôr o aprendido em prática, através de atos de serviço. Um, previamente organizado, foi uma visita ao Lar e Centro de Dia de Monchique, onde os pré-jovens jogaram às cartas e ao dominó com os residentes, ofereceram manicures, e partilharam o que tinham estado a estudar, ao mesmo tempo que se deliciavam com as histórias e sabedoria destas pessoas, com tantas experiências para partilhar. Ao refletirem sobre esta experiência, alguns dos pré-jovens referiram a sua surpresa por terem gostado tanto da visita, enquanto outros enfatizaram o sentimento de alegria e realização que obtiveram por estarem a ajudar os outros.

 

Um sentimento que não resistiram repetir, quando surgiu uma nova oportunidade de serviço, ao encontrarem uma grande quantidade de pequenos sapos e girinos a languescer depois do tanque onde estavam ter sido esvaziado. Espontaneamente, e sem qualquer ajuda dos animadores, rapidamente montaram uma “operação de resgate” para colocar os animais em segurança noutro tanque. 

 

A despedida foi feita entre lágrimas, abraços, trocas de números e a promessa de que continuariam a sua missão de transformação, de volta aos seus grupos, bairros ou cidades. Terminaram com um “ultimato” aos animadores de que este evento se teria de repetir, se não duas ou mais, pelo menos uma vez por ano. 

 

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