O Guardião (1897-1957)

 

No Seu Testamento, 'Abdu'l-Bahá designou o Seu neto mais velho, Shoghi Effendi, como Guardião da Fé Bahá'í e líder da comunidade dos seguidores de Bahá’u’lláh.

 

Ele referiu-se também à futura eleição da Casa Universal de Justiça – um corpo legislativo do qual o Guardião seria "o líder sagrado e distinto membro por toda a sua vida". Como Guardião, uma função prevista por Bahá'u'lláh nas Suas Escrituras, Shoghi Effendi era o único tradutor autorizado das escrituras bahá'ís.

Tendo estudado na Universidade de Oxford, Inglaterra, Shoghi Effendi dominava perfeitamente a Língua Inglesa. Por meio das traduções das Escrituras, das cartas às instituições e aos indivíduos bahá’ís, de relatos históricos sobre a Fé e de reuniões inspiradoras com peregrinos, Shoghi Effendi conduziu a educação e o encorajamento dos bahá’ís por todo o mundo.

 

Shoghi Effendi passou os primeiros quinze anos do seu ministério estabelecendo e assegurando o bom funcionamento da estrutura administrativa bahá'í. Passou, então, a usar esta administração numa série de planos tendo em vista expandir o alcance geográfico da Fé Bahá'í.

 

A sua guia e os seus planeamentos, ao longo de 36 anos de dedicação, proporcionaram o aumento da Fé Bahá’í, de 35 países, em 1921, para mais de 200 países, territórios e colónias, na época do seu falecimento, em 1957. Durante o seu ministério ocorreram grandes desenvolvimentos também no Centro Mundial Bahá’í.

Shoghi Effendi faleceu em 1957, durante uma estadia em Londres. O mundo bahá'í continuou a ser administrado, até 1963, por um grupo de indivíduos designados por Shoghi Effendi, como "Mãos da Causa de Deus" e aos quais chamava as "principais guias da embrionária Comunidade Mundial de Bahá'u'lláh". A primeira composição da Casa Universal de Justiça foi eleita em 1963.

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